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05.04.2010
Ímã para atrair fornecedores
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A transformação de Suape em S/A busca, acima de tudo, fortalecer o projeto Suape Global - que, como nome explica, quer abrir as portas do mundo para o porto pernambucano. O projeto prevê a criação de polos de produção para as indústrias naval e de petróleo a partir de uma trinca de grandes empreendimentos: o Estaleiro Atlântico Sul, que já está construindo o primeiro navio, a Petroquímica Suape e a Refinaria Abreu Lima, os dois últimos em fase de implantação. As três empresas são consideradas “estruturadoras” - funcionam como um ímã para atrair centenas de fornecedores de insumos e de equipamentos.

A administração do porto reforçou os investimentos em infraestrutura para garantir a chegada de uma nova leva de empresas. Neste ano, a previsão é que sejam desembolsados quase R$ 800 milhões. O valor recorde é 68% superior ao aplicado em 2009. Os recursos financiam a reforma de cais e píers, a abertura de novos acessos às áreas industriais, a drenagem do leito do mar e outras obras pontuais. “Vamos formar em Pernambuco uma cadeia global de bens e serviços para as indústrias de petróleo, de gás e naval”, diz Aires. “Por isso, temos pressa em fazer investimentos e nos estruturar.”

Os benefícios do projeto Suape Global são considerados gigantescos para porto. Para se ter uma dimensão do retorno, basta analisar os efeitos de um único empreendimento: a refinaria Abreu Lima. Sozinha ela responde por US$ 12 bilhões dos US$ 17 bilhões que neste momento estão sendo investidos em Suape. No pico da obra, previsto para fevereiro de 2011, estima-se que vá gerar 20 mil postos de trabalho. Quando começar a operar, em abril de 2013, deve empregar 1500 funcionários especializados. A unidade terá capacidade de processar 280 mil barris de petróleo por dia, que serão transformados em um leque de produtos: gás de botijão, nafta petroquímica, coque e combustível para navios.

O maior diferencial, e carro chefe da linha com 70% da produção, será um tipo de diesel novo para os padrões brasileiros. “A Abreu Lima vai produzir diesel com baixo teor de enxofre a partir de petróleo pesado”, diz Marcelino Guedes Gomes, presidente da refinaria. “Além de ser ambientalmente melhor, esse diesel vai dar autossuficiência ao mercado brasileiro de diesel, hoje dependente de importações.” Computada na conta de Suape, a operação da refinaria criará um novo paradigma para os resultados. “Quando a refinaria entrar em operação, vai multiplicar por três o volume de carga em Suape”, diz Aires, vice-presidente do complexo. “A receita passará dos atuais R$ 42 milhões para R$ 200 milhões.”
 
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